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Fagner faz 70 anos e tem nove álbuns relançados em edições digitais

Nascido em 13 de outubro de 1949 em Fortaleza (CE), e não em Orós (CE), como consta em diversos relatos biográficos, Raimundo Fagner Cândido Lopes completa 70 anos com planos de lançar álbum com músicas inéditas, compostas com parceiros como Moacyr Luz e Zeca Baleiro.
Enquanto não concretiza o projeto do disco, o artista cearense tem nove álbuns, três coletâneas e um compacto – Batuquê de praia, gravado em 1982 com o jogador de futebol Zico – arremessados nas plataformas digitais de música neste domingo, 13 de outubro, dia do 70º aniversário desse cantor de voz rascante que sempre evidenciou a influência árabe na música nordestina.

Os álbuns Orós (1977), Eu canto (1978), Traduzir-se (1981), Fagner (1982), Palavra de amor (1983), A mesma pessoa (1984), Fagner (1985), Fagner (1986) e O quinze (1989) somam-se a títulos já disponíveis em edição digital como Beleza (1979), Eternas ondas (1980) e Romance no deserto (1987).

A maioria dos álbuns chega às plataformas com faixas-bônus garimpadas pelo pesquisador musical Marcelo Fróes para a preciosa caixa Raimundo, editada em 2003 com caprichadas reedições em CD dos álbuns gravados por Fagner na passagem do cantor pela gravadora CBS, entre 1976 e 1985, além do segundo álbum do artista, Ave noturna, editado em 1975 pela gravadora Continental, e do projeto extra Homenagem a Picasso (1983).

Mercado da música ‘acabou’, diz Fagner no aniversário de 70 anos

A rotina de trabalho do músico cearense Raimundo Fagner parece a de um garoto de 20 e poucos anos. Depois de um mês fora de casa, apresentando shows pelo Brasil, a primeira coisa que ele faz ao retornar para a terra natal é marcar uma tarde de gravação do novo disco e atender a equipe do G1 para falar sobre o aniversário de 70 anos. A nova idade será celebrada neste domingo (13), com homenagens em Fortaleza e Orós (cidade materna da família do cantor, distante 345 km da Capital).

Apesar da vida agitada, ele tece críticas contundentes ao ramo profissional que escolheu há mais de quarenta anos. “O mercado já acabou, mas a gente está buscando fazer uma música que acredito que possa ainda tocar as pessoas. As gravadoras não esperam mais, mas o público espera, então tem que privilegiar ele, que acompanha a gente há muito tempo”, diz.

O compositor não concorda, porém, com uma afirmação recente do colega Milton Nascimento, de que “a música brasileira está uma merda”, dita em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

“Eu jamais daria uma opinião como a do Milton, é tanto que ele se arrependeu. No mais, acho que cada um faz sua música, faz o seu tempo. Na época que nós fomos modernos, não tinha que estar reclamando de nada. É o que está se vivendo, é o que está se passando e a gente não pode querer transferir épocas. Então, parabéns a quem estiver fazendo música atual com qualidade, porque realmente é uma fórmula muito igual. No bolo, sempre tem gente muito boa”, defende.

Talvez por isso o cantor não consiga hoje retornar à cidade de Orós, onde passou a maior parte de suas férias tomando banho de açude, com tanta facilidade. Já faz três anos desde a última visita. “Aquelas águas muito baixas dão uma tristeza danada. Eu espero que tenha um bom inverno e que eu possa voltar pra tocar as coisas que a gente vem fazendo”, observa.

Projeto social

Crianças da Fundação Social Raimundo Fagner ensaiam para musical em homenagem aos 70 anos do cantor — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Crianças da Fundação Social Raimundo Fagner ensaiam para musical em homenagem aos 70 anos do cantor — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Em Orós está a sede da Fundação Social Raimundo Fagner, que atende atualmente no Ceará um total de 400 crianças e jovens, na faixa etária de 7 e 17 anos, regularmente matriculados em escolas públicas.

O projeto trabalha na perspectiva da arte-educação, possibilitando aulas de música, literatura, informática, esportes, entre outras atividades. Em Fortaleza, a fundação funciona no Parque Itamaraty, periferia da Capital, e abriga também uma exposição permanente sobre a vida e a obra do cantor.

São estes garotos e garotas que subirão em dois diferentes palcos neste domingo para homenageá-lo. Em Orós, um concerto gratuito às 19h, na Praça Matriz, apresentará as principais canções do cearense; já em Fortaleza, o espetáculo musical é no Cineteatro São Luiz, às 18h. Neste, Fagner fará uma participação especial. “Vamos comemorar essa data juntos”, finaliza.

Serviço

“Fagner – O musical”. Dia 13 de outubro de 2019, às 18h, no Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Fortaleza). Ingressos esgotados. Na data do espetáculo, um telão de led transmitirá simultaneamente o evento. Em Orós, apresentação dos garotos da Fundação às 19h, na principal Praça Matriz da cidade. Gratuito.

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