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Livro mostra a outra face de Renato Russo, sua mente produtiva e organizada

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A maioria dos fãs de Renato Russo sempre gostam de saber um pouco mais sobre o legendário cantor e compositor, o que será saciado em um novo livro lançado pela Companhia das Letras e organizado pelos poetas Sofia Mariutti e Tarso de Melo. O lançamento traz ao público um pouco do que era o artista, fora e dentro do universo da arte, sem uma preocupação cronológica ou de etiquetas.

— Renato sempre foi interessado em ler de tudo, refletir a respeito e deixar registrado o impacto que aquilo causava nele, para depois usar em uma música ou num desenho. Para ele, sempre foi material de criação, nunca de erudição apenas — conta o organizador.

O exemplo de EDUARDO E MÔNICA é usado por Tarso de Melo, que na letra, abusa de umas das histórias que Renato gostava, e usava como centro para suas músicas. Nesse embalo, Russo faz referências ao cineasta Jean-Luc Godard, os poetas Arthur Rimbaud e Manuel Bandeira, o pintor Vincent Van Gogh, o músico Caetano Veloso e as banda Mutantes e Bauhaus.

— Renato não só organizava sua criação em listas de ‘novas composições’, como também reproduzia a forma das listas em muitas de suas canções. É o que o (crítico literário austríaco) Leo Spitzer chama de ‘enumeração caótica. Podemos ver isso também na música PERFEIÇÃO (“O Descobrimento do Brasil”, 1993), quando ele canta: ‘Vamos celebrar a estupidez do povo/nossa polícia e televisão. — complementa Sofia.

A ideia dos organizadores foi de uma maneira geral, mostrar também como Renato se relacionava com essas listas expostas no livro, e para dar ênfase a personalidade e escolhas do artista, foi introduzido entrevistas que Renato cedeu e explicações sobre figuras históricas citadas frequentemente.

— Não comentamos todos os listados, porque seria impossível. Ao mesmo tempo, não dá para deixar de falar de Bob Dylan, de Fernando Pessoa e de Rolling Stones, que tiveram uma associação muito forte com a obra do Renato. Quem sabe um outro jovem que esteja entrando no universo das artes agora não se encante com essas mesmas descobertas? — explicou Melo.

O livro mostra claramente que Renato não se preocupou em escrever somente sobre coisas cultas, culturais ou de cunho intelectual. Listas que o ajudavam a se manter organizado no dia-dia, como no caso de compras, contas para pagar, entre outros, faze parte de suas anotações.

— Fiquei bem impressionada com as listas de ‘things to do’ (coisas a fazer), que muitas vezes se mantinham de um dia para o outro e o outro, mostrando que o Renato também sabia procrastinar como nós, humanos! Ele era extremamente metódico e produtivo, mas também procrastinava — comentou Sofia.

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